domingo, 19 de agosto de 2012

A FÁBULA DA ÁGUIA E DA GALINHA


Esta é uma história que vem de um pequeno país da África Ocidental, Gana, narrada por um educador popular, James Aggrey, nos inícios deste século, quando se davam os embates pela descolonização. Oxalá nos faça pensar sempre a respeito.
"Era uma vez um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um pássaro, a fim de mantê-lo cativo em casa. Conseguiu pegar um filhote de águia.
Colocou-o no galinheiro junto às galinhas. Cresceu como uma galinha.
Depois de cinco anos, esse homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista.

Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista:
- Esse pássaro aí não é uma galinha. É uma águia.
- De fato, disse o homem.- É uma águia. Mas eu a criei como galinha. Ela não é mais águia. É uma galinha como as outras.
- Não, retrucou o naturalista.- Ela é e será sempre uma águia. Este coração a fará um dia voar às alturas.
- Não, insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia.
Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e, desafiando-a, disse:
- Já que você de fato é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, então abra suas asas e voe!
A águia ficou sentada sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas.
 O camponês comentou:
- Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha!
- Não, tornou a insistir o naturalista. - Ela é uma águia. E uma águia sempre será uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã.
No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa.
Sussurrou-lhe:
- Águia, já que você é uma águia, abra suas asas e voe!
Mas, quando a águia viu lá embaixo as galinhas ciscando o chão, pulou e foi parar junto delas.
O camponês sorriu e voltou a carga:
- Eu havia lhe dito, ela virou galinha!
- Não, respondeu firmemente o naturalista. - Ela é águia e possui sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma última vez. Amanhã a farei voar.
No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a  águia, levaram-na para o alto de uma montanha. O sol estava nascendo e
dourava os picos das montanhas.
O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe:
- Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra suas asas e voe!
A águia olhou ao redor. Tremia, como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então, o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, de sorte que seus olhos pudessem se encher de claridade e ganhar as dimensões do vasto horizonte.
Foi quando ela abriu suas potentes asas.
Ergueu-se, soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto e voar cada vez mais para o alto.
Voou. E nunca mais retornou."
Existem pessoas que nos fazem pensar como galinhas. E ainda até pensamos
que somos efetivamente galinhas. Porém é preciso ser águia. Abrir as asas e voar. Voar como as águias. E jamais se contentar com os grãos que jogam aos pés para ciscar.”  

A ESCOLA DOS BICHOS

Conta-se que vários bichos decidiram fundar uma escola. Para isso reuniram-se e começaram a escolher as disciplinas.


O Pássaro insistiu para que houvesse aulas de
vôo. O Esquilo achou que a subida perpendicular em árvores era fundamental. E o Coelho queria de qualquer jeito que a corrida fosse incluída.


E assim foi feito, incluíram tudo, mas...
cometeram um grande erro. Insistiram para que todos os bichos praticassem todos os cursos oferecidos.


O Coelho foi magnífico na corrida, ninguém corria como ele. Mas queriam ensiná-lo a voar.
Colocaram-no numa árvore e disseram: "Voa,
Coelho". Ele saltou lá de cima e "pluft"...
coitadinho! Quebrou as pernas. O Coelho não
aprendeu a voar e acabou sem poder correr também.


O Pássaro voava como nenhum outro, mas o
obrigaram a cavar buracos como uma topeira.
Quebrou o bico e as asas, e depois não conseguia voar tão bem, e nem mais cavar buracos.


SABE DE UMA COISA?


Todos nós somos diferentes uns dos outros e cada um tem uma ou mais qualidades próprias dadas por DEUS.


Não podemos exigir ou forçar para que as
outras pessoas sejam parecidas conosco ou tenham nossas qualidades.


Se assim agirmos, acabaremos fazendo com que elas sofram, e no final, elas poderão não ser o que queríamos que fossem e ainda pior, elas poderão não mais fazer o que faziam bem feito.


RESPEITAR AS DIFERENÇAS É AMAR AS PESSOAS COMO ELAS SÃO.


     
                                                                              Rosana Rizzuti

A ÁGUA DO MUNDO

Vou correndo, como se isso me fizesse escapar dos pingos da chuva que se inicia. Menos tempo na chuva, pode ser ilusório, mas tenho a impressão de que ficarei menos molhado, de que chegarei menos ensopado. Com o canto do olho observo o senhor que com a mangueira termina de limpar a calçada, mesmo sabendo que a chuva há de modificar todo o cenário nos próximos instantes. Ou vai trazer de volta toda a sujeira que ele está tirando ou vai lavar outra vez o que ele acabou de lavar.

A água que cai do céu cai purinha, purinha, é o que penso enquanto corro dela. A água que cai do céu. Lembro-me do livro da Camille Paglia em que ela afirmava, ou pelo menos foi o que me recordo de ter dali subtraído, que o homem havia optado por viver em grupo por temor aos fenômenos naturais: chuvas, clima, terremotos etc. Foi preciso se unir contra as forças da natureza. As forças amorais na natureza. Quando passa um furacão levando tudo, bons ou os maus, estão todos ameaçados. Quando chove muito e tudo começa a inundar, anjos e demônios poderão estar, em breve, igualmente submersos. Quando a água falta, senhores e escravos morrem da mesma sede. Há forças mais poderosas que a maldade humana.

Os destinos turísticos são, em sua maioria, lugares interessantes por causa da água. Praias, lagos, rios, cachoeiras: somos naturalmente atraídos pela água. A simples vista para o mar ou rio já torna um ambiente mais interessante. Parece óbvio o que digo mas se levarmos em conta que grande parte do planeta é tomado por água isso passa a ser, sim, digno de nota: vivemos em meio a tanta água e ainda somos tão fascinados por ela! Nosso organismo é também, em sua maior porção, água. Somos água, viemos da água, para a água voltaremos e, enquanto tivermos como aproveitar a vida, queremos fazê-lo perto de alguma fonte de água límpida, na beira de um rio ou mar. Navegando, que seja. Queremos água.

Vivemos, porém, sob o alerta de que a água pode acabar. É preciso economizar. Parece absurdo pois a água é absolutamente indestrutível! Se você toca fogo ela vira fumaça e depois volta a ser água, se congela ela derrete e volta a ser água, seja lá o que se faça com ela, a água volta a ser água depois de um tempo, pura e cristalina. E na mesma quantidade! Pois é. Mas pode voltar salgada. Sabe lá o que é morrer de sede em frente ao mar? O prejuízo maior que a água pode sofrer é a poluição. Uma vez poluída a água pode demorar muitos anos para voltar ao seu estado natural, potável, como os pingos da chuva lá do início.

Volto ao início e ao senhor que tentava varrer uma folha de árvore, pequenina, da porta de seu prédio, segundos antes da chuva começar. Quantos litros de água pura ele desperdiçava naquela tarefa imbecil? Não seria mais fácil varrer a folhinha ou pegá-la com a mão? Aquela água correria para o bueiro e se juntaria ao esgoto cheio de substâncias químicas e de lá iria parar sabe-se lá onde, mas, poluída, demoraria um tempo enorme para voltar para o reservatório d'água da cidade. Este tempo é que pode ser o suficiente para uma cidade entrar em caos por não ter o que beber. A água não vai "acabar" nunca, mas talvez, um dia, não possamos usufruir dela onde e como gostaríamos. Talvez as grandes desgraças naturais não nos metam tanto medo porque o que nos vai derrotar mesmo sejam as folhinhas nas calçadas. Aguadas de estupidez.


                                                                                   Leo Jaime

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

BRAVING! - KANAN (Música)


Chikadzuite te wo nobashita ashita e to tsudzuku hikari
Ashimoto ni hirogaru kono sekai no yume wo mitai

Yumetokibō wa doko ni aru nante shiranai yo 
Hashirimawatte sagashite mo mitsukaranai
Shinjitsu to uso no hazama ni ochite iru no ka na
Bokura no monogatarinara hajimatte mo inai

Ashita e tsudzuku kuzureochi-sōna michi mo 
Yowakinaru mae ni tobidashite ikou

Chikadzuite tōnoite iku shinjitsu wo tsukamu tame ni
Mienai mirai kara kibō wo sagashidasu
Dare yori mo katai kokoro mi ni tsukete kake agaru yo
Yowa-sa to tatakatte kachi agaru tsuyo-sa wo
Mitsukeru tame ni kakegaenonai nakama to
Ashimoto ni hirogaru kono sekai no ashita wo mitai

Tachidoma~tsu tari, furikaeri kōkai shi tari to
Ore-sō ni naru kokoro wo kakaenagara
Kuragari kara hikaru ishi wo sagashiateru yō ni
Bokura no monogatari kara akashi mitsuketai

Hitori kirida to omotte ita kako nante
Ashita wo tsukuru tame no michide shika nai

Sashinobete tsukami totta katachi no nai taisetsunamono
Nando mo ushinatte nando mo torimodosu
Osana-sa wo yowa-sa to shite nigete ita boku jishin wo
Tsuranuita kotoba ga kokoro wo ugokashita
Mō nigenai yo kakegaenonai nakama ga
Sasaete kurerukara, kono sekai wo ikiteiku

Shinjitai to negau dake
Ashita ga kureba ī na to omou dake de
Nanimoshinai jibun nante
Mō doko ni mo inai, shinjitsu wo shiritaikara.

Chikadzuite tōnoite iku shinjitsu wo tsukamu tame ni
Mienai mirai kara kibō wo sagashidasu

Dare yori mo katai kokoro mi ni tsukete kake agaru yo
Yowa-sa to tatakatte kachi agaru tsuyo-sa wo 
Dare yori mo tsuyoi omoi dare yori mo mochi tsudzukeru
Moro-sa no ura ni aru hontō no tsuyo-sa wo 
Mitsukeru tame ni kakegaenonai nakama to
Ashimoto ni hirogaru kono sekai no ashita wo mitai


Por que minerar asteroides não é uma ideia tão maluca assim



A Planetary Resources — uma empresa encabeçada pelos fundadores do Google, Larry Page e Eric Schmidt, e pelo diretor de cinema James Cameron — chamou a atenção da mídia recentemente,ao anunciar seus planos de explorar o espaço para buscar recursos valiosos. Os alvos para tal empreitada seriam os asteroides, que podem oferecer bilhões de dólares em minerais preciosos, além de serem uma rara fonte de água no espaço.

Assim, a companhia está arquitetando planos para a construção de aeronaves adequadas para a mineração espacial que poderiam entrar em ação daqui até dez anos. Entre as ideias apresentadas até o momento está a criação de aeronaves robóticas para avaliação de baixo custo — já que estes dispositivos devem custar cerca de 10 milhões de dólares cada e seriam lançados juntamente com outros satélites até a órbita baixa da Terra.

Infelizmente, mais detalhes técnicos quanto às naves mineradoras e a forma que elas irão extrair os recursos no espaço ainda não foram divulgados pela Planetary Resources. No entanto, este projeto ousado levantou alguns questionamentos quanto à capacidade que teríamos em explorar ainda mais o espaço. Com os recursos que temos hoje, isso seria realmente possível? E valeria a pena o investimento?

O futuro da exploração espacial

Segundo o que foi reportado pelo site POPSCI, não haveria nenhum grande motivo para duvidarmos da capacidade da Planetary Resources de atingir os objetivos propostos.

Primeiramente, a companhia tem a base que precisa para colocar seus planos em prática: apoio financeiro maciço. Muitos proprietários e empresários que acreditam no futuro da empresa possuem grandes fundos, que podem ser empregados para que as metas saiam do papel







Além disso, o Instituto para Estudos Espaciais (ou KISS) divulgou um relatório que mostrava as possibilidades de “capturar” um asteroide no espaço profundo e trazê-lo para um local mais acessível, como em zonas nas quais a gravidade entre dois grandes corpos (como a Terra e a Lua) o deixe um pouco mais estável.

A análise apontou que tal método de estabilização de asteroides seria seguro (se algo saísse errado, o corpo seria enviado para a Lua e não para a Terra), e que a tecnologia atual, no ritmo que está sendo aperfeiçoada, nos permitiria ter acesso a um asteroide de 500 toneladas em 2025 pelo preço de 2,6 bilhões — valor que poderia ser facilmente recuperado e excedido pelos recursos que seriam extraídos.

“Ao infinito e além!”

Além dos minerais preciosos, a água presente em alguns asteroides abriria caminho para a expansão da exploração espacial, já que permitiria o acesso a esse elemento vital em outros pontos do universo.




A NASA também possui interesse em explorar asteroides e, por isso, está treinando astronautas para uma possível missão na década de 2020. A equipe será enviada a uma distância recorde da Terra: mais de 480 milhões de quilômetros. A agência americana tem planos de explorar a superfície de um asteroide, procurar minerais e até mesmo destruí-lo caso seja uma ameaça para o planeta
.

Usar o computador no escuro pode causar depressão


Segundo os cientistas, a pesquisa apontou que as sessões noturnas — e no escuro — diante do computador ou da televisão podem provocar alterações no cérebro e no comportamento, relacionadas aos sintomas de depressão resultantes da exposição à luz artificial.
Já havíamos visto por aqui pesquisas sugerindo que o Facebook e até mesmo a forma como usamos a internet poderiam indicar sinais de depressão. Entretanto, de acordo com uma notícia publicada pela Reuters, um estudo realizado por pesquisadores norte-americanos sugere que, na verdade, o que pode causar depressão é o fato de nos sentarmos diante de uma fonte de luz fraca em um ambiente escuro.

Desligue o computador e acenda a luz!

Os pesquisadores avaliaram o comportamento de ratinhos de laboratório, que ficaram expostos a fontes de luz artificial — equivalente a uma tela de TV ou computador em um quarto escuro — durante quatro semanas, observando que os animais passaram a apresentar sinais de depressão comparáveis aos sintomas observados em humanos.
Embora sejam necessários mais experimentos para comprovar essa relação entre a luz artificial e os transtornos de humor, não custa nada reduzir um pouco o tempo que você passa diante do computador à noite e acender a luz do quarto enquanto você assiste TV, não é mesmo?

Brasil vai produzir biodiesel a partir de algas


Desse modo, além de ser menos poluente que o diesel comum, a produção do combustível de algas deve consumir, de início, 5% das emissões de CO2 de uma usina de processamento de cana-de-açúcar. Ainda assim, segundo Carlos Beltrão, presidente do grupo que vai construir a fazenda, a intenção é capturar até 100% do gás emitido. “Nossa missão é tentar trabalhar e chegar a zero de carbono”, revelou Beltrão ao jornal O Globo.
No final de 2013, uma usina ou fazenda de algas marinhas deverá iniciar a fabricação de biodiesel a partir do material oleoso produzido por algumas espécies. A primeira instalação desse tipo no país vai custar US$ 9,8 milhões e estará sediada em Pernambuco. Fora isso, as algas vão utilizar o gás carbônico emitido pela produção de etanol para acelerar o processo.
Mesmo com a produção praticamente confirmada, o combustível de algas ainda não teve a comercialização autorizada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Contudo, os realizadores do projeto acreditam que logo essa situação vai mudar.